A maior lua de Plutão é Caronte. Ela tem cerca de 1.214 quilômetros de diâmetro, praticamente metade do tamanho do próprio planeta anão.
Essa proporção faz de Caronte o maior satélite em relação ao seu planeta dentro do Sistema Solar. Sua descoberta, em 1978, mudou bastante a visão dos cientistas sobre Plutão.
Caronte tem uma superfície cheia de cânions, fraturas e uma região polar escura chamada Mordor Macula. Quando a sonda New Horizons passou por lá em 2015, trouxe imagens que mostraram uma lua com atividade geológica surpreendente, considerando sua distância do Sol.
Além do tamanho, Caronte tem uma relação bem peculiar com Plutão. Eles formam um sistema duplo de planetas anões, porque o centro de massa entre os dois não está dentro de nenhum dos corpos, mas sim no espaço entre eles.
Isso deixa a órbita de Caronte bem diferente das luas comuns, o que só aumenta o fascínio sobre sua origem.

Caronte: A Maior Lua de Plutão
Caronte é, de longe, a maior lua de Plutão. Com metade do diâmetro do planeta anão, ela desafia as classificações tradicionais de satélites naturais.
A superfície de Caronte exibe marcas geológicas bem visíveis, inclusive uma região polar escura que chama atenção.
Descoberta e nomenclatura
Caronte foi descoberta em 22 de junho de 1978 pelos astrônomos James Christy e Robert Harrington, no Observatório Naval dos Estados Unidos. Christy percebeu uma protuberância estranha nas imagens de Plutão, que depois se confirmou ser uma lua.
O nome Caronte veio da mitologia grega, em referência ao barqueiro do rio Aqueronte. Curiosamente, também é uma homenagem à esposa de Christy, Charlene, apelidada de “Char”.
Características físicas e orbitais
O diâmetro de Caronte é de aproximadamente 1.214 quilômetros, cerca de 50% do diâmetro de Plutão, que tem 2.377 quilômetros. Isso faz dela um caso único no Sistema Solar.
Sua massa equivale a cerca de 12% da massa de Plutão. Caronte orbita Plutão a uma distância média de 19.570 quilômetros.
A órbita é sincronizada, então Caronte e Plutão sempre mostram a mesma face um ao outro. Essa relação orbital deixa o sistema Plutão-Caronte bem mais interessante que o típico planeta-lua.
Sistema binário Pluto-Caronte
Por serem quase do mesmo tamanho e terem órbitas sincronizadas, Plutão e Caronte são vistos como um sistema binário. O centro de massa, ou baricentro, fica no espaço entre eles.
Ambos orbitam esse ponto comum. Essa configuração é rara e sugere que Caronte pode ter se formado após uma colisão gigantesca com Plutão, ou talvez tenha sido capturada de forma bem incomum.
Geologia e superfície de Caronte
A superfície de Caronte é marcada por cânions e fraturas que se estendem por mais de 1.600 quilômetros. Esses traços indicam que o gelo abaixo da superfície já sofreu grandes movimentos.
No polo norte, há uma área escura chamada Mordor Macula. Ela é vermelha por causa de compostos orgânicos formados pelo congelamento do gás metano vindo de Plutão.
Imagens da NASA, feitas pela sonda New Horizons em 2015, junto com observações do Telescópio Espacial Hubble, permitiram conhecer detalhes da superfície e das órbitas. Assim, os cientistas conseguiram avançar no entendimento da formação de Caronte no cinturão de Kuiper.
As Outras Luas de Plutão e a Origem do Sistema
Além de Caronte, Plutão tem outras quatro luas menores, cada uma com suas peculiaridades. Essas luas ajudam a montar o quebra-cabeça do passado do planeta anão.
Nix e Hidra: características e origem
Nix e Hidra são as maiores entre as pequenas luas de Plutão. Nix tem cerca de 49 km de diâmetro, enquanto Hidra chega a aproximadamente 61 km.
Ambas têm superfícies irregulares e refletem a luz do Sol de forma variável, o que sugere uma mistura de gelo e rochas.
Essas luas foram descobertas em 2005 por uma equipe usando o telescópio Hubble. Elas orbitam Plutão bem mais longe que Caronte e têm órbitas quase circulares.
Acredita-se que Nix, Hidra e as outras luas menores tenham surgido de detritos de uma grande colisão entre Plutão e outro corpo do Cinturão de Kuiper.
Estige, Cérbero, Kerberos e Styx
Estige (ou Styx), Cérbero (Kerberos) e Kerberos são as três menores luas de Plutão, e ainda pouco conhecidas. Estige tem um diâmetro estimado entre 10 e 30 km, enquanto Cérbero e Kerberos medem por volta de 13 e 20 km.
Essas luas foram descobertas entre 2011 e 2012 com o Hubble. Elas orbitam Plutão em trajetórias mais distantes e são compostas principalmente por gelo.
Por serem tão pequenas, não têm formato esférico. O fato de estarem em órbitas sincronizadas e em ressonância com as luas maiores mostra que o sistema de Plutão é bem mais complicado do que parece à primeira vista.
Formação e evolução do sistema de luas de Plutão
O sistema de luas de Plutão provavelmente nasceu depois de uma colisão gigante entre Plutão e algum objeto do Cinturão de Kuiper, há bilhões de anos.
Esse impacto teria lançado detritos ao redor do planeta anão, criando as pequenas luas e também Caronte.
Alguns modelos sugerem que parte das luas menores pode ter vindo de fragmentos ejetados da própria Caronte, depois de novos impactos.
A missão New Horizons, que passou por Plutão em 2015, trouxe imagens detalhadas e mudou bastante o que se sabia sobre a composição dessas luas e suas órbitas.
A União Astronômica Internacional usa esses dados para classificar e estudar o sistema de Plutão.
Esse sistema chama atenção de quem estuda objetos transnetunianos e a evolução dos corpos no sistema solar externo.
É curioso pensar em como eventos de impacto podem transformar planetas anões e seus satélites, não acha?

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